quarta-feira, 8 de junho de 2011
Preconceito Não!
O preconceito talvez seja uma das mais mortais práticas no nosso mundo... já parou prá pensar que a maioria das violências praticadas tem algum preconceito por trás? Ele pode ser definido de várias formas, preconceito racial, religioso, sexual... seja ele como for, é nocivo à nossa tranquilidade, aos direitos adquiridos de ir, de vir, de pensar, de fazer... Se você se sente no direito de fazer qualquer coisa, independente de ferir ou não outras pessoas, não está se fazendo escutar, está dando alimento à falta de amor, à falta de solidariedade, à falta de humanidade. Todos nós temos diferenças, e são elas que tornam o mundo mais bonito... a liberdade de ser quem você é sem se preocupar com o que o outro vai pensar de você. Eu, como muitos, tenho minhas convicções, minha forma de pensar e agir... não concordo com muitas coisas que são opção para outras pessoas, mas antes de tudo, as respeito como quero ser respeitado. Não preciso agir e fazer as mesmas coisas que outras pessoas somente pelo fato de ser aceito, mas me deixa muito feliz saber que sou respeitado pela forma como conduzo minha vida, pelas minhas opções e crenças. Escrevo muitos poemas de amor, é uma forma de colaborar para levar a cada pessoa um sentimento que anda meio escasso no nosso mundo: o AMOR! Talvez seja a falta dele que faça com que as pessoas machuquem outras pessoas, muitas vezes até crianças e mulheres, para provar o seu jeito de pensar, tentando assim impor uma condição de vida que não é a opção escolhida pela minoria... O preconceito não acabou não, tá por aí escondido, maliciosamente, aguardando que baixemos a guarda, que aceitemos as discriminações impostas por alguns, para agir na calada da noite. Sim, é um ato de covardia, pois agride quem não tem defesa, quem está sozinho, seja momentaneamente ou não. Se você não quer dar o braço a torcer que o seu semelhante tem direito a suas próprias escolhas, então pelo menos não tente usar da covardia para impor o seu modo de pensar. Siga o seu caminho, mostre o que de bom tem nas suas escolhas, o mundo já tem problemas demais para você criar mais um.
[André Carim]
domingo, 22 de maio de 2011
Afinal, que cara tem o amor da sua vida?
A gente sonha, busca, corre atrás, deseja encontrar um amor de verdade, igual ao dos sonhos que nos acompanham pela vida toda... mas tem horas que a gente idealiza demais, exige demais de uma pessoa que no fundo é tão humana quanto a gente. Claro, todo mundo tem sua preferência, e ficar com alguém só por ficar pode se tornar um inferno maior do que o de estar só. Tem que haver química, aquele contato que desperta mais do que desejo, que faz a gente não pensar em nada mais, que não vê a hora de encontrar de novo, mesmo que seja só para ficar pertinho. Mas tem momentos que encontramos uma pessoa que nos parece ser assim, um complemento... gosta de quase tudo que gostamos, é uma companhia super agradável, nos inspira a momentos calmos e muitas vezes, ardentes. No mundo virutal podemos conhecer a pessoa como ela é de coração, não somente na aparência... mas geralmente aquela que nos faz tremer, mexe e remexe com nossos sentimentos, ou está muito longe, ou é comprometida, ou não quer nada com a gente. Aqui, neste mundinho por trás de uma tela, as relações são iguais na vida real, mas para que assim seja, é preciso ser sincero, verdadeiro... mostrar quem realmente a gente é. Com o passar do tempo e com as desilusões que vivemos, passamos a ser mais exigentes quanto àquela pessoa que vai estar do nosso lado... mas muitas vezes, essas exigências ultrapassam o normal, e a gente, por medo, insegurança, ou por não querer sofrer novamente, abre mão de viver, de experimentar, de conhecer o outro. Afinal, que cara tem o amor da sua vida? A gente pede tanto por isso, prá amar e ser amado, mas não damos chance que alguém nos faça perder o ar, que nos mostre que ele ou ela pode ser o amor da vida da gente, que para isso basta apenas dar uma chance para que o outro mostre isso... o tanto faz não é o melhor, a gente precisa querer de verdade, nos darmos essa chance e dar a quem nos procura, e que de alguma forma mexe com a gente, a chance de encontrar esse espaço tão buscado, mas tão pouco encontrado, chamado felicidade.'
[André Carim]
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Prontofalei!
Ah, como me irrita essa mania machista ridícula de generalizar tudo que é mulher.
Você cresce formando sua personalidade, a partir de um conjunto de influências - referências familiares, amigos, escola, preferências, influências cósmicas e místicas, enfim....E percebe que sim, você se tornou um tipo dado como "diferente". E fica muito feliz com isso.
Aí, em conversas com amigos, ou em algum passeio em redes sociais, vez em quando, você se depara com generalizações irritantes.
Eu me amo e me acho foda, adoro meu jeito diferente e me orgulho muito dele. Mas por que diabos eu tenho que ser incluída num grupo de mulheres "mulherzinhas", só por que eu sou mulher?????
Eu não demoro 5 dias pra me arrumar pra qualquer festinha, não faço escova, não vou no salão de beleza se não tiver um motivo MUITO importante pra isso, se eu quero dizer sim, eu digo SIM, se eu quero dizer não, digo NÃO. Eu gosto de relações instantâneas, de sexo casual (daqueles que não incluem ligação no dia seguinte, no máximo um repeat, se tiver sido bom), não me preocupo nem um pouco se algum amiga minha quer pegar ou pegou algum cara que eu já tenha pego (rola até uma propaganda quando o produto é interessante..), não preciso ir acompanhada ao banheiro, eu gosto e ENTENDO de futebol, NÃO (esse, com todas as letras) sigo modinha da novela das 8, sigo meu gosto, meu estilo, que eu identifico como "muito bom".
Eu não preciso da aprovação de ninguém, portanto, uso, faço e digo o que eu quero, a hora que eu quero, onde e como eu quero, baseada nos meus desejos e vontades mais egoístas.
Eu não uso rótulos, e não preciso que ninguém me presenteie com nenhum.
Homens de plantão, façam um favor pra mim, e pra minoria das mulheres que pensam como eu. Quando forem falar sobre mulheres e suas frescuras, excluam meu nome da lista, por favor.
Grata.
Angela Becker
Você cresce formando sua personalidade, a partir de um conjunto de influências - referências familiares, amigos, escola, preferências, influências cósmicas e místicas, enfim....E percebe que sim, você se tornou um tipo dado como "diferente". E fica muito feliz com isso.
Aí, em conversas com amigos, ou em algum passeio em redes sociais, vez em quando, você se depara com generalizações irritantes.
Eu me amo e me acho foda, adoro meu jeito diferente e me orgulho muito dele. Mas por que diabos eu tenho que ser incluída num grupo de mulheres "mulherzinhas", só por que eu sou mulher?????
Eu não demoro 5 dias pra me arrumar pra qualquer festinha, não faço escova, não vou no salão de beleza se não tiver um motivo MUITO importante pra isso, se eu quero dizer sim, eu digo SIM, se eu quero dizer não, digo NÃO. Eu gosto de relações instantâneas, de sexo casual (daqueles que não incluem ligação no dia seguinte, no máximo um repeat, se tiver sido bom), não me preocupo nem um pouco se algum amiga minha quer pegar ou pegou algum cara que eu já tenha pego (rola até uma propaganda quando o produto é interessante..), não preciso ir acompanhada ao banheiro, eu gosto e ENTENDO de futebol, NÃO (esse, com todas as letras) sigo modinha da novela das 8, sigo meu gosto, meu estilo, que eu identifico como "muito bom".
Eu não preciso da aprovação de ninguém, portanto, uso, faço e digo o que eu quero, a hora que eu quero, onde e como eu quero, baseada nos meus desejos e vontades mais egoístas.
Eu não uso rótulos, e não preciso que ninguém me presenteie com nenhum.
Homens de plantão, façam um favor pra mim, e pra minoria das mulheres que pensam como eu. Quando forem falar sobre mulheres e suas frescuras, excluam meu nome da lista, por favor.
Grata.
Angela Becker
Porque sim.
Nos últimos dias, algumas perguntas se repetiram na minha cabeça: Por quê? Pra quê? Até quando?
E eu, feito uma maluca que fala sozinha, conversava internamente, me respondendo cada uma delas, a cada vez que elas surgiam. Na verdade, só consegui responder uma. A mesma pergunta, com respostas diferentes a cada vez que a pergunta surgia.
Por quê?
Porque sim.
Porque ele é, de fato, a pessoa mais encantadora e incrível que eu conheci nos últimos tempos. Porque ele é doce, inteligente, incrívelmente lindo de um jeito que só eu vejo. Eu sei.
Porque é difícil, eu sei, porém, não impossível. E está longe de ser. Eu sei, eu sinto. E isso não é efeito da cegueira da paixão, aquela que só vê o que se quer, até porque, depois de anos de treinamento intensivo, paixão comigo nunca anda sozinha - sempre vem acompanhada de um pouco de inteligência e racionalidade. Eu sei. Eu vejo. Eu vejo como ele me olha, e vejo além dos olhos. E eu vejo que tem um pouco de mim ali.
Não é sempre que este sentimento me invade com tanta força. E eu não me permito jogá-lo fora, não agora.
O momento é de espera, eu sei. Momento em que nada pode ser feito. É incômodo, confesso, mas como diz uma amiga - é o que tem pra hoje.
E o melhor dos "porquês":
Porquê eu sei das chances que isso tudo tem de dar certo em um dia qualquer, e eu faço questão que este sentimento ainda exista quando isso acontecer.
Angela Becker
segunda-feira, 14 de março de 2011
Um Dia...
E então, um dia você acorda e percebe que tudo está diferente. Estranhamente feliz, em meio a uma confusão de pensamentos.
Algo novo, que chega, invade e bagunça tudo. Você filma uma situação, tira suas conclusões e forma sua opnião sobre tudo aquilo, segura de que está certa. Ilusão. Está tudo errado, e isso fica muito claro a cada detalhe. E aí a confusão se arma de vez. E se arma a tal ponto, que o errado começa a tomar o lugar do certo. Dá pra entender o tamanho da confusão? Pois é.
Mas isso não é sentido como ruim. Muito pelo contrário, é bom, estranhamente bom. Por que, você não sabe. Você dá cambalhotas internas na tentativa de fazer com que as coisas voltem aos lugares "certos"...em vão.
E aí, o que que você faz?
Você liga o foda-se, estranhamente feliz...
Angela Becker
Algo novo, que chega, invade e bagunça tudo. Você filma uma situação, tira suas conclusões e forma sua opnião sobre tudo aquilo, segura de que está certa. Ilusão. Está tudo errado, e isso fica muito claro a cada detalhe. E aí a confusão se arma de vez. E se arma a tal ponto, que o errado começa a tomar o lugar do certo. Dá pra entender o tamanho da confusão? Pois é.
Mas isso não é sentido como ruim. Muito pelo contrário, é bom, estranhamente bom. Por que, você não sabe. Você dá cambalhotas internas na tentativa de fazer com que as coisas voltem aos lugares "certos"...em vão.
E aí, o que que você faz?
Você liga o foda-se, estranhamente feliz...
Angela Becker
sábado, 12 de março de 2011
ESSA TAL "EDUCAÇÃO"...
Tenho o hábito de refletir sobre tudo que leio, principalmente frases prontas que se encontram escritas nos mais diversos lugares. Certa vez li uma delas com a seguinte advertência: "minha educação depende da tua!” Me coloquei a imaginar qual seria o conceito de educação para quem pensa dessa forma. Se nossa educação dependesse dos outros, certamente seria tão instável quanto à quantidade de pessoas com as quais nos relacionamos. Ademais, se assim fosse, não formaríamos jamais o nosso caráter. Seríamos apenas o resultado do comportamento de terceiros. Refletiríamos como se fôssemos um espelho.
Por se tratar a educação de um conjunto de hábitos adquiridos, como fica a nossa educação se refletir tão somente o comportamento dos outros como uma reação apenas?
O verdadeiro caráter é forjado na luta, na luta por dominar as más tendências, por não revidar uma ofensa, por retribuir o mal com o bem.
Quando indagados sobre o que achamos de pessoas ditas má educadas, logo reprovamos tal comportamento, então se não aprovamos, porque as imitamos?
Nossa educação não deve jamais depender da educação dos outros, menos ainda da falta de educação dos outros.
Não nos espelhemos nos que não são modelos nem de si mesmos. Construamos o nosso caráter com os exemplos nobres.
“As rosas, mesmo com as raízes mergulhadas no estrume, se abrem para oferecer ao mundo o seu inconfundível perfume.”
Assim, nós também podemos dar exemplos dignos de serem imitados.
Luh Pietra...
Por se tratar a educação de um conjunto de hábitos adquiridos, como fica a nossa educação se refletir tão somente o comportamento dos outros como uma reação apenas?
O verdadeiro caráter é forjado na luta, na luta por dominar as más tendências, por não revidar uma ofensa, por retribuir o mal com o bem.
Quando indagados sobre o que achamos de pessoas ditas má educadas, logo reprovamos tal comportamento, então se não aprovamos, porque as imitamos?
Nossa educação não deve jamais depender da educação dos outros, menos ainda da falta de educação dos outros.
Não nos espelhemos nos que não são modelos nem de si mesmos. Construamos o nosso caráter com os exemplos nobres.
“As rosas, mesmo com as raízes mergulhadas no estrume, se abrem para oferecer ao mundo o seu inconfundível perfume.”
Assim, nós também podemos dar exemplos dignos de serem imitados.
Luh Pietra...
sexta-feira, 11 de março de 2011
Heróis ou vilões?!
"Meus heróis morreram de overdose!"
Quem não ouviu ao menos esse pedacinho de uma das muitas músicas de sucesso de Cazuza?
Acho que por influência da mídia, canções como essa se tornaram um hino de uma geração, onde a insatisfação com os governantes era motivo de crítica ferrenha por parte de cantores, artistas, enfim, toda uma classe de pessoas que lutavam contra as ditaduras sociais... mas na minha humilde opinião, uma canção que exalta viciados em drogas não pode ser referência para ninguém, muito menos para nossos filhos.
Há de se exaltar a luta contra as injustiças sociais e a censura, que durante muito tempo esteve no comando do país, mas em nenhum momento devemos dar créditos a pessoas pelo uso de coisas que são prejudiciais à saúde e à estabilidade das famílias.
Eu tive um grande amigo que morreu dessa forma triste, de overdose, acompanhei todos os instantes da luta dele e da mãe para que isso tivesse fim, assim como dos jovens que viviam frequentando com ele locais onde a droga era usada sem limites. E o fim foi o de muitos jovens no mundo atual, a morte tão jovem, deixando um buraco em famílias e desestruturando vidas.
A vida de Cazuza talvez tenha servido de alerta para muitos jovens e para muitas famílias, mas não foi um exemplo em nenhum momento de coisas a serem seguidas. Heróis não são pessoas que utilizam de drogas para vencerem situações políticas, sociais ou financeiras. Heróis são pessoas que têm no exemplo o modo de vida, ensinam sim nossas crianças e jovens ficarem livres de coisas que podem interromper uma vida de sucesso e feliz ao lado de quem se ama.
Por isso, antes de gritar aos quatro cantos canções assim, pense muito antes, reflita e veja se realmente elas ajudam no desenvolvimento de nossas famílias. Um poeta da música pode sim estar na gente, nos fazer sentir coisas boas, mas também pode estimular o crescimento cada vez maior de dependentes químicos, destruindo sonhos e famílias inteiras. Se seus heróis morreram de overdose, com certeza você deve escolher melhor quem você considera um herói, não acha?
André Carim
Quem não ouviu ao menos esse pedacinho de uma das muitas músicas de sucesso de Cazuza?
Acho que por influência da mídia, canções como essa se tornaram um hino de uma geração, onde a insatisfação com os governantes era motivo de crítica ferrenha por parte de cantores, artistas, enfim, toda uma classe de pessoas que lutavam contra as ditaduras sociais... mas na minha humilde opinião, uma canção que exalta viciados em drogas não pode ser referência para ninguém, muito menos para nossos filhos.
Há de se exaltar a luta contra as injustiças sociais e a censura, que durante muito tempo esteve no comando do país, mas em nenhum momento devemos dar créditos a pessoas pelo uso de coisas que são prejudiciais à saúde e à estabilidade das famílias.
Eu tive um grande amigo que morreu dessa forma triste, de overdose, acompanhei todos os instantes da luta dele e da mãe para que isso tivesse fim, assim como dos jovens que viviam frequentando com ele locais onde a droga era usada sem limites. E o fim foi o de muitos jovens no mundo atual, a morte tão jovem, deixando um buraco em famílias e desestruturando vidas.
A vida de Cazuza talvez tenha servido de alerta para muitos jovens e para muitas famílias, mas não foi um exemplo em nenhum momento de coisas a serem seguidas. Heróis não são pessoas que utilizam de drogas para vencerem situações políticas, sociais ou financeiras. Heróis são pessoas que têm no exemplo o modo de vida, ensinam sim nossas crianças e jovens ficarem livres de coisas que podem interromper uma vida de sucesso e feliz ao lado de quem se ama.
Por isso, antes de gritar aos quatro cantos canções assim, pense muito antes, reflita e veja se realmente elas ajudam no desenvolvimento de nossas famílias. Um poeta da música pode sim estar na gente, nos fazer sentir coisas boas, mas também pode estimular o crescimento cada vez maior de dependentes químicos, destruindo sonhos e famílias inteiras. Se seus heróis morreram de overdose, com certeza você deve escolher melhor quem você considera um herói, não acha?
André Carim
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